Haiti: Obama em alta com "anti-Katrina"

Estadão

15 de janeiro de 2010 | 23h14

A pronta reação do governo Obama à tragédia no Haiti rendeu elogios na imprensa e deve melhorar a popularidade do presidente. Obama tentou ao máximo se diferenciar de seu antecessor George W. Bush, que cometeu todo tipo de erro na catastrófica operação de reconstrução após o furacão Katrina, em 2005. Bush demorou para falar com o público americano e o plano de resgate e reconstrução foi um fracasso monumental.

Obama, diante de seu primeiro desastre internacional, agiu rapidamente. Ele foi informado sobre o terremoto uma hora depois de o tremor atingir o Haiti, e logo depois a Casa Branca já tinha divulgado um comunicado sobre o desastre. Integrantes do departamento de Estado, Pentágono e Agência Internacional de Desenvolvimento (USAID) passaram a noite em claro desenhando a estratégia para o pacote de ajuda. No dia seguinte, de manhã, Obama fez seu primeiro comunicado ao público. A secretária de Estado, Hillary Clinton, interrompeu sua viagem à Àsia e de manhã já estava em todos os programas de notícias, dando explicações ao público. “Eles adotaram as medidas certas e foram rápidos”, disse ao Politico Johanna Mendelson Forman, ex-consultora da missão da ONU no Haiti. “Ele foi à TV imediatamente e ofereceu os serviços de todas órgãos de assistência dos EUA.” pouco depois, Obama anunciou US$ 100 milhões de ajuda, “para começar” , e o envio de 10 mil soldados.

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