Frontal ayurvédico

Estadão

31 de agosto de 2006 | 11h46

Desde que eu cheguei à Índia, não consigo dormir mais de três horas por noite. Diria que meu jet lag está se tornando crônico. Temendo que meus acessos de bocejos causassem seqüelas mais profundas, resolvi ir a uma farmácia. Com ajuda do meu super motorista e tradutor, Khaja Mohiuddin, cheguei na pseudo-farmácia (ou quitanda híbrida).

Do you speak English?

Little bit.

Bom, vamos tentar: Preciso de um remédio para me ajudar a dormir…

Diarrhea?? (deve ser o problema default na Índia…)

Não, não, sleep, go to bed, rest….

OK, no problem.

Pensei eu que vinha alguma maravilha herbal indiana, ayurvédica, super natural.

O vendedor pega uma caixinha de Alprazolam (vulgo Frontal), abre, e arranca 10 comprimidos da cartela. Literalmente, ele me vende, sem receita, sem bula e com um fracionamento ‘informal’, um remédio tarja preta. Por exatas 20 rúpias – ou seja, menos de R$ 1.