Escárnio é o melhor remédio

Estadão

06 Outubro 2007 | 14h25

Em sua tumultuada passagem por Nova York, o minúsculo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad saiu-se com esta pérola: “No Irã nós não temos homossexuais como em seu país – no Irã nós não temos esse fenõmeno, não sei quem disse isso pra vocês”, disse o iraniano, respondendo a uma pergunta de um estudante de Columbia. Sua declaração foi recebida às gargalhadas.

Isso me lembrou muito de uma colega chinesa que eu tive no mestrado, que um dia comentou casualmente – “Na China não existem canhotos.”

(OK, pode ter sido um certo exagero, mas vocês entenderam…)

De qualquer maneira, a reação dos alunos e as incontáveis piadas que se seguiram são a perfeita demonstração de que o escárnio é o melhor remédio. Li em algum lugar que, em vez de ofender o presidente iraniano, como fez o presidente da Universidade Columbia, a risada e o fato de a democracia americana permitir esse tipo de reação espontânea eram as melhores respostas ao pequeno lunático.

E aí veio o vídeo sensacional do pessoal do Saturday Night Live no You Tube. “I ran so far” – com o Andy Samberg e o Chris Parnell, onde eles fazem uma música romântica tirando sarro da declaração de Ahmadinejad.

E a capa da revista New Yorker dessa semana, onde Ahmadinejad é retratado em seu momento “Larry Craig” – aquele senador que foi flagrado fazendo “foot tapping” em um banheiro do aeroporto de Minneapolis, ou seja, batendo os pés no chão, um código tradicional para solicitar sexo homossexual em lugares públicos.