Empresas brasileiras na Venezuela: um risco

Estadão

09 de agosto de 2010 | 18h53

Com direito a filminho e entrevistas ao vivo, o presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou um acordo entre a Caixa Econômica Federal e o banco de Venezuela para criar correspondentes bancários em lojas de favelas venezuelanas. Chávez anunciou também um programa de financiamento da Caixa para construção de casas populares em áreas de morros nas favelas. No total, Lula e Chávez anunciaram 27 acordos na sexta-feira, no Palácio de Miraflores.
Empreiteiras brasileiras assinaram vários contratos – a Andrade Gutierrez fará um projeto de geração elétrica; a Queiroz Galvão, de geração hidroelétrica, a Camargo Correa, de saneamento do rio Tui e a OAS, obras em favelas.
Na quarta-feira, foi aprovada em primeira instância na Assembleia Nacional uma lei que permite ao governo venezuelano desapropriar equipamentos e anular contratos de obras públicas que estejam atrasadas ou suspensas. A lei ainda precisa ser aprovada em segunda instância, mas como há maioria chavista, não será um problema.
Segundo executivos das empreiteiras, há a percepção de que a boa relação política entre a Venezuela e o Brasil, principalmente o bom relacionamento de Lula e Chávez, reduz muito as chances de o governo bolivariano nacionalizar projetos brasileiros.
Ou seja, na hora de desapropriar, Chávez optaria antes por empresas e obras de outros países e dos próprios venezuelanos, antes de queimar o filme com os brasileiros.
mas essa garantia está muito ligada ao presidente Lula, e não se sabe o que acontecerá depois que o presidente sair do poder.
é um risco.

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