Eita nóis

Estadão

08 de abril de 2008 | 19h12

Embarquei ontem à noite para Washington. Assim que saí do check-in, entrei em uma fila quilométrica que saía do cercadinho e dava a volta pelo terminal. A fila era para passar pela polícia federal.

Estamos todos acostumados com filas enormes no banco, no correio, em todos os lugares. Mas aquela era realmente espantosa – isso porque não havia nenhum motivo aparente, nada de operação tartaruga ou greve.

Com medo de perder o vôo, abordei um funcionário do aeroporto.

“Por que a fila está tão grande?”

“Não tem motivo não, é só a concentração de muitos vôos internacionais neste horário”

“Mas vai demorar muito, assim eu vou perder o võo…”

“O único jeito é a senhora pegar uma cadeira de rodas.”

“O que?”

“É sim, finge que não pode andar e pega uma cadeira de rodas, aí te levam lá para frente….é o único jeito”

“Mas é óbvio que eu não vou pegar uma cadeira de rodas…”

“Então fica aí. Se perder o vôo…”

Cheguei as 22h00 no avião. O vôo estava marcado para as 22h10. Consegui embarcar, porque metade dos passageiros também estava presa na fila.

Embarquei indignada, preciso dizer.

Não é o fim do mundo, “pega uma cadeira de rodas”?

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