Com amigos como esses…..

Estadão

11 de julho de 2008 | 20h11

Esse negócio de “surrogate” é arriscadíssimo. Como os candidatos precisam estar na mídia 24 horas por dia, eles têm vários “surrogates” para representá-los – no caso do McCain, tem a Carly Fiorina e o Phil Gramm falando de economia, o senador Lindsey Graham, o senador Joe Lieberman, e o ex-secretário da Marinha John Lehman falam de Defesa, e por aí vai. O problema é que, vira e mexe, esses representantes tropeçam. O Phil Gramm falou numa entrevista para o Washington Times que os Estados Unidos são uma “nação de reclamões” e que o país vive uma “recessão mental”, ou seja, a crise é mais psicológica. Bom, vocês imaginam a gritaria na América Profunda e outros rincões atingidos pela crise de hipotecas e o fechamento de fábricas. A campanha do Obama fez a festa.

No caso do Obama, o boca grande foi o reverendo Jesse Jackson, que é amigo da família e cujo filho trabalha na campanha. Sem saber que o microfone da Fox News (tinha que ser) estava ligado, ele falou que tinha vontade de “cortar as bolas” do Obama quando ele ficava dando lição de moral para os negros (ele falou sobre as responsabilidade que os pais devem ter na educação dos filhos).

Imagine se ele não fosse amigo do Obama.

Falando em gafes com microfone ligado, o Bush (George W) teve uma excelente – durante a campanha de 2000, em um comício, ele avistou um repórter do The New York Times e comentou com o Dick Cheney – “aquele é o fulano do The New York Times, um ‘major-league asshole’ (difícil tradução, mas algo como um babaca de marca maior, com um linguajar menos elegante).

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