Bestiário da crise internacional

Estadão

24 de outubro de 2008 | 15h28

O bestiário da crise de crédito mundial está crescendo. Como em outras crises, as pérolas dizem muito sobre os engenheiros do desastre em curso.

Como este diálogo por MSN entre analistas da Standard & Poor’s, agência de classificação de risco, que, como outras colegas, deu nota AAA para muito lixo que está por aí.

“Este modelo não capta nem metade do risco”

“Nós não deveríamos estar classificando isso”

“Nós classificamos qualquer negócio – poderia ter sido estruturado por vacas e mesmo assim nós iríamos classificar”

Ou este e-mail de um sujeito da Moody’s (tudo isso apareceu durante audiência na Câmara nesta semana)

“Com esses erros, ou somos incompetentes em análise de crédito, ou vendemos nossa alma para o diabo em troca de receita, ou um pouco dos dois”

A seguradora AIG, DEPOIS de ter recebido boa parte do socorro de US$ 123 bilhões do governo, levou alguns de seus executivos para arejar na Inglaterra. Ao preço de US$ 86 mil do contribuinte, eles foram praticar caça em uma casa de campo.

“A recessão não termina antes de 2011, mas a caçada foi ótima e nós estamos relaxando”, disse um chefão da AIG a um repórter à paisana.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.