De volta a DC e a solidão dos números primos

Estadão

16 de agosto de 2009 | 17h59

Eu tinha começado este post falando sobre o livro “A solidão dos números primos”. Mas, de fato, foi um non sequitur.

Vamos começar do começo – estou de volta a DC. Depois de dois dias em aeroportos e aviões, cheguei na quarta-feira.

Os 28 dias de Afeganistão foram uma experiência fantástica. Foram 20 dias com os soldados americanos e uma semana em Cabul. Primeiro, ao ter a oportunidade de “embed” com as tropas no Afeganistão, pude testemunhar o cotidiano desses soldados e o dia-a-dia no fronte da guerra. Depois, em Cabul, fui a um abrigo de mulheres vítimas de violência e a um campo de refugiados internos. Foi a chance de ver o país pelo olhar dos afegãos.

O Afeganistão tem o apelido de “cemitério dos impérios” – os afegãos já derrotaram britânicos, soviéticos, entre outros.

Não sei se os americanos terão melhor sorte. E se tiverem, vai demorar muito.

***

Livro bom, mas bom mesmo, não aparece todo dia. Por isso resolvi falar do A solidão dos números primos, do escritor italiano Paolo Giordano. Comecei a ler na sexta-feira. Não consigo parar.

O livro começa com Alice, que é forçada a esquiar pelo pai tirânico, e sempre faz xixi na calça. Passa para Mattia, que tem uma irmã gêmea retardada, Michela.Se contar mais, estraga.

Não parece ser um início muito interessante, eu sei. Eu também, quando li a orelha, fiquei meio assim. Mas depois de três páginas, estava viciada.

Foram vendidos 3 milhões de exemplares do livro na Itália e Giordano ganhou o Prêmio Strega. É seu primeiro romance. Ele tem apenas 27 anos (!). Faz doutorado em física (!?).

Estou lendo a versão portuguesa, acredito que o livro ainda não tenha sido publicado no Brasil.

Por favor, editoras – publiquem logo!

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