A polêmica do papel higiênico

Estadão

25 Abril 2007 | 11h25

Bacana que é bacana tem que ser ambientalista. Leonardo di Caprio sai na capa da edição verde da Vanity Fair, milionários dirigem carros híbridos, Al Gore é cool.

Mas a Sheryl Crow exagerou.

Ela escreveu em seu website que, para preservar o meio ambiente, todo mundo deveria se limitar a usar “um quadradinho” de papel higiênico em cada sentada, a não ser em ocasiões mais complicadas, onde a pessoa poderia usar dois a três.

Bom, vocês podem imaginar a quantidade cavalar de piadas que surgiram. E discussões escatológicas sobre a viabilidade de se limpar com apenas um quadradinho. Jay Leno já anunciou que não vai mais apertar a mão de ninguém.

No sábado, Sheryl e Laurie David (mulher do genial criador do Seinfeld e Curb your Enthusiasm, Larry David) já tinham feito marola no jantar dos correspondentes da Casa Branca. As duas interpelaram Karl Rove, exigindo explicações sobre a posição do governo em relação a aquecimento global. O tempo fechou.

Na verdade, foi o que salvou o jantar. O comediante deste ano era tão sem graça (Rich Little) que ele mesmo admitiu – e vocês tinham achado que o Colbert era ruim. Stephen Colbert foi o comediante do ano passado – mas pegou muito pesado com Bush e os organizadores resolveram fazer uma opção segura (vulgo insípida) este ano.