Tombini diz que Dilma garantiu autonomia total no BC

Estadão

25 de novembro de 2010 | 17h08

Num discurso incisivo, o presidente indicado do BC disse que vai exercer essa autonomia para atingir a meta de inflação de 4,5%

ADRIANA FERNANDES, FABIO GRANER E CÉLIA FROUFE – Agencia Estado

BRASÍLIA – O presidente indicado do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a presidente eleita, Dilma Rousseff, nas longas conversas que teve com ele no processo de escolha do seu nome para comandar a autoridade monetária, afirmou que não há “meia autonomia, mas autonomia total”.

 

Num discurso bastante incisivo, Tombini disse que vai exercer essa autonomia para perseguir o objetivo do Banco Central, que é atingir a meta de inflação, de 4,5%. Tombini disse que o BC tem regras bem definidas e que nessa política olha a economia doméstica e internacional.

Ele enfatizou que o BC precisa continuar a contribuir com o protagonismo que o Brasil assumiu no cenário internacional. Tombini destacou que o BC tem tido uma participação importante nas discussões sobre uma nova regulamentação para o sistema financeiro internacional depois da crise. Ele lembrou que o BC tem uma extensa agenda conjunta com os ministérios do Planejamento e Fazenda, no âmbito do Conselho Monetário Nacional (CMN), e que, nesse trabalho, tem havido um entrosamento muito bom e produtivo nos últimos cinco anos. Na avaliação do futuro presidente do BC, o CMN tem produzido uma regulamentação importante para o País.

Ele disse que o BC vai continuar trabalhando nessa agenda para uma economia sólida e com o sistema financeiro seguro. Tombini agradeceu ainda a confiança do presidente do BC, Henrique Meirelles. Ele disse que o compromisso dele com o Brasil e com a presidente Dilma é trabalhar para atingir o objetivo, que é a meta de inflação. “E é isso que eu farei com autonomia total.”

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