Meirelles adota tom de despedida

Estadão

23 de novembro de 2010 | 13h41

\’Eu espero terminar de fato esse mandato juntamente com o presidente Lula\’, disse o presidente do Banco Central

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou na noite desta segunda-feira (22) que seu encontro com da presidente eleita Dilma Rousseff \”será anunciado na hora certa\”, indicando que não há uma data fechada. Ao ser perguntando se o discurso feito pouco antes, durante o evento Prêmio Qualidade 2010 Sinaprocim-Sinprocim, no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não tinha um tom de despedida do governo, Meirelles sorriu e respondeu: \”Foi de celebração\”, o que repetiu por duas vezes.

\”Portanto, alguns me perguntam o que o senhor espera para o futuro, o que o senhor espera para a vida pública. Eu espero terminar de fato esse mandato juntamente com o presidente Lula, concluindo esse tipo de trabalho de responsabilidade do Banco Central do Brasil que é zelar pela estabilidade macroeconômica do País e, portanto, prover as condições básicas para o crescimento sustentado\”, disse, quase no final do seu discurso, depois de ter detalhado vários números que mostraram a evolução macroeconômica brasileira desde 2003 até o momento e a estabilidade dos  fundamentos econômicos com previsibilidade da condução da política econômica.

Meirelles afirmou que a conjuntura econômica atual representa \”um momento de gratificação\” pois o País deve registrar um dos maiores índices de crescimento no mundo, de 7,3% em 2010 como estima o Banco Central, com inflação dentro da meta, forte criação de empregos e substancial aumento da renda das famílias. Ele ressaltou que o desemprego no Brasil, que está em 6,2%, deve ser a menor marca de todos os países que integram o G-20. Ele ressaltou que o desempenho do País gera satisfação para os empresários, os cidadãos e os membros do governo, no qual ele se incluiu, como colaboradores do processo de evolução econômico-social dos últimos oito anos. \”E agora temos as bases para enfrentar novos desafios\”, afirmou, referindo-se ao futuro do Brasil.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.