Marola no BC

Estadão

23 de novembro de 2010 | 13h44

Fernando Dantas

Parece que Henrique Meirelles, após oito anos, está com um pé de fora do Banco Central. A notícia tem de ser 100% confirmada, é claro, e, se houver uma reviravolta, o que vem em seguida neste post torna-se irrelevante.

A história que temos é que a razão que cristalizou em Dilma a certeza de que não queria Meirelles no comando da política monetária foi o fato de que ele, em recados pela imprensa, teria condicionado a sua permanência à garantia de manutenção da autonomia operacional do BC. Essa autonomia, por sua vez, consiste no direito do Copom de decidir o rumo da Selic sem interferência da Presidência e da Fazenda. É um mecanismo informal que, fazendo parte do arcabouço de procedimentos do sistema de metas de inflação, existe desde que Armínio Fraga assumiu o leme do BC em 1999 – uma experiência que caminha para o décimo-segundo ano, portanto.

Dilma pode dizer que a dispensa de Meirelles foi por ele ter posto em dúvida o seu compromisso (dela) com a autonomia do BC. Vista desse ângulo, a história fica mais tranqüilizadora para os que prezam aquele princípio. Mas não há como não pensar que o fato de Dilma ter se irritado com o presidente do BC, e decidido substituí-lo, não augura bem para o princípio da autonomia (mesmo em início de mandato – afinal, Meirelles foi uma escolha de Lula, mentor de Dilma). 

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