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‘Fim do sigilo evita divulgação seletiva’, diz OAB

Presidente da principal entidade da Advocacia, Claudio Lamachia, avalia que decisão de Fachin 'fortalece democracia'

Mateus Coutinho

11 de abril de 2017 | 19h25

 
Breno Pires, de Brasília

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, afirmou nesta terça-feira, 11, que ‘o fim do sigilo sobre as delações da Odebrecht fortalece a democracia’. Ele explica que a decisão do ministro Edison Fachin, do Supremo Tribunal Federal, permite que a sociedade tenha conhecimento total dos fatos, sem o risco de divulgação seletiva.

 

O ministro, relator da Lava Jato na Corte, levantou o sigilo das investigações que envolvem deputados, senadores, governadores e outros políticos com base nas delações de 77 executivos da Odebrecth.

 

Lamachia afirma que o levantamento do sigilo é importante para permitir a atuação ampla e irrestrita das defesas.

 

 

LEIA A INTEGRA DA DECLARAÇÃO DE CLAUDIO LAMACHIA

“Ao longo de semanas, registramos uma série de vazamentos que não contribuem para esclarecer as dúvidas da sociedade brasileira. Por isso, desde o início do ano, a OAB cobrou o levantamento do sigilo das delações.

O sigilo dá margem a vazamentos que minam a credibilidade das instituições em manterem sob sua guarda informações protegidas e, portanto, colocam a própria democracia em risco.

O acesso ao inteiro teor dos documentos permite que as pessoas tirem suas próprias conclusões sobre fatos tão relevantes para o país.

No mais, cabe lembrar que delações contém a versão de pessoas que se declaram culpadas e se propuseram a colaborar com as autoridades. É preciso ainda investigar a autenticidade das afirmações.

Neste momento, é preciso dar respostas completas à sociedade.”

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