Witzel, mais um moralista de araque

Afastado do cargo sob acusação de chefiar organização criminosa que desviava recursos públicos para combater covid-19, governador do Rio preferiu insultar delator e Bolsonaros a se defender

José Nêumanne

29 de agosto de 2020 | 21h35

 

Fuzileiro naval de origem e juiz de carreira, Witzel venceu eleição para governador do Rio como gestor honesto e foi afastado no 20.º mês de seu primeiro mandato acusado de corrupção. Foto: Wilton Jr./Estadão

A tragédia do Rio de Janeiro, a cidade que já foi maravilhosa, parece não ter fim. Na quinta-feira 27, uma jovem mãe foi abatida protegendo o filho de três anos do fogo cruzado entre duas quadrilhas. E no dia seguinte o governador do Estado foi afastado pelo STF do cargo sob denúncia do MPF e da PF de comandar uma quadrilha de furto de dinheiro público usado no combate à covid-19, repetindo a fórmula Sérgio Cabral de usar o escritório de advocacia da mulher, Helena, para disfarçar desvios. Juiz de carreira e político de primeira viagem, elegeu-se, no rastro de Bolsonaro, prometendo combater a corrupção e, em 1 ano e 8 meses de mandato, já se dá como certo seu impeachment ou afastamento por malversação do erário. O MPF pediu sua prisão, mas o ministro Benedito Gonçalves, do STJ, só o afastou do cargo e mandou prender o presidente de seu partido, o pastor Everaldo, aquele que levou o presidente Bolsonaro para batizar no rio Jordão,a Terra Santa. Que heresia! Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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