Viva o povo que foi para casa

Brasileiros que se fecharam em suas casas, mesmo sem incentivo do presidente da República, merecem aplausos, porque isolamento social é única forma garantida de evitar que coronavírus se alastre rapidamente

José Nêumanne

22 de março de 2020 | 20h47

Com deserção de Bolsonaro, que continua maldizendo o ‘alarmismo”, Mandetta, seu ministro da Saúde, assume comando da guerra contra coronavírus. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Meu amigo Mauro Guimarães passou a vida inteira homenageando o povo brasileiro por sua incrível pré-racionalidade nas horas mais graves da História. Neste momento da guerra contra a pandemia que assombra o mundo sua frase tem mais um exemplo na prática: muitos cidadãos brasileiros foram para casa para evitar contato social e prefeitos do interior do Nordeste proibiram as feiras livres, mais antiga forma de comércio na região. Também merecem cumprimentos os governadores Ronaldo Caiado e João Dória, que decretaram quarentena, o prefeito paulistano Bruno Covas, que fechou os tradicionalíssimos comércios da 25 de março, do Brás e da Liberdade e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que recomendou o isolamento social para evitar o crescimento vertiginoso da contaminação. Lula ainda comporta-se como o ladrão e lavador de dinheiro canalha que é. E Bolsonaro parece não entender o que acontece ao criticar governadores que tomam medidas certas, fechamento de templos religiosos e estádios de futebol. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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