Vigilância total contra impunidade

Vigilância total contra impunidade

Acusados injustamente pela resistência esquerdista de culpa por tragédia ocorrida 25 dias depois da posse, Bolsonaro e Zema têm de adotar rigor total contra repetição da impunidade de Mariana

José Nêumanne

28 de janeiro de 2019 | 17h53

Moradores de Brumadinho aproximam-se o quanto lhes é permitido para ver de perto lama dos rejeitos minerais da Vale. Foto: Washington Alves/Reuters

As tentativas da esquerda de inculpar o presidente Jair Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pela tragédia da represa da Vale no Córrego do Feijão em Brumadinho sexta-feira só convencem os próprios prosélitos da chamada resistência à democracia, pelo simples fato de ambos estarem no 25.º dia no poder no dia da tragédia. Seja como for, esta catástrofe vai requerer deles atenção redobrada e fiscalização permanente para evitar, primeiramente, que a impunidade que denunciaram no caso de Mariana de três anos atrás se repita agora. E, depois, o que ainda pode ser mais grave, dobrando esforços para que nenhuma das represas, em alto grau de risco no momento, venha a estourar.

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Assuntos para o comentário da segunda-feira 28 de janeiro de 2019

1 – Será que os novos governos de Jair Bolsonaro e Romeu Zema teriam alguma culpa na tragédia de Brumadinho? Que consequências reais para eles terá esse massacre, com 305 desaparecidos em 58 mortos, segundo revela manchete do Estado?

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2 – A quem atribuir responsabilização pelo assassinato em série de tantas pessoas? Ao corpo técnico da Vale? Aos fiscais de governo e União que não fiscalizaram? Aos deputados estaduais de Minas que se recusaram a tornar mais duras as punições para incidentes do tipo?

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3 – Que contribuição darão para não se repetir a tragédia na mineração em Minas as declarações de PT, Dilma, Gleisi, Renan, Marina?

4 – Não há notícia de crimes similares na Vale à época em que era estatal. Seria o caso realmente, então, de reestatizar a empresa?

5 – A principal notícia política da Folha no domingo foi a de que Léo Pinheiro em sua delação premiada descreveu propina paga ao atual corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ministro Humberto Martins?

6 – Você acha que a juíza de Execuções Penais de Curitiba Carolina Lebbos exacerbou ao proibir visitas de Fernando Haddad e pretensos líderes religiosos a Lula na cela de Estado-Maior na PF de Curitiba, onde cumpre pena, motivando mais um recurso de sua defesa à ONU?

7 – O que dizer da declaração da deputada estadual paulista Janaína Paschoal em entrevista ao Estadão de ontem de que no caso da investigação do MPF sobre escândalo do rachuncho da Alerj Flávio Bolsonaro age da mesma forma que Lula e Aécio na Operação Lava Jato?

8 – Para que tópicos você chama a atenção de nosso público para a entrevista da semana em seu Blog do Nêumanne?

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