Vida mansa na cadeia
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Vida mansa na cadeia

Privilégios gozados por personalidades da política ou celebridades privadas de liberdade, acusadas ou condenadas por crimes comuns, são um escárnio à sociedade e um acinte à igualdade de todo cidadão perante a lei

José Nêumanne

14 de maio de 2019 | 07h11

Temer foi transferido da “desconfortável” sala da PF para um alojamento com luxos como frigobar em quartel da PM. Foto: Nacho Doce/Reuters

Um dos privilégios mais odientos gozados por personalidades da política e celebridades brasileiras é o gozo deles mesmo quando estão privadas de liberdade. Três casos chamam atenção no noticiário de hoje: a instalação em “salas de Estado Maior” dos ex-presidentes Lula, condenado e sem nenhuma sombra de dúvida criminoso, e Michel Temer, cumprindo prisão preventiva, ambos por crimes comuns de corrupção e lavagem de dinheiro, e a permanência do curandeiro João Teixeira de Faria por cinco meses fora da cadeia, a pretexto de tratamento de saúde. A vida mansa na prisão ou no hospital desses criminosos é um escárnio à sociedade. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da terça-feira 14 de  maio de 2019.

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