Vício de ofício

Vício de ofício

Meios de comunicação e institutos de pesquisa recusaram-se a ouvir eleitorado americano

José Nêumanne

11 de novembro de 2016 | 08h50

Trump e Obama, encontro cordial na Casa Branca Foto Kevin Lamarque/Reuters

Trump e Obama, encontro cordial na Casa Branca
Foto Kevin Lamarque/Reuters

Reclama-se muito do erro dos institutos de pesquisa na eleição americana. É corrente que eles informaram mal à população dando como certa a vitória de Hillary, que, afinal, foi derrotada por Trump. Na verdade mesmo, os institutos erraram, mas o público não foi desinformado por eles e sim por nós. O wishful thinking – ou seja, o primado da vontade dos jornalistas no mundo inteiro contaminando a informação que deveria ser dada ao público, desejada ou não, teve nas pesquisas apenas mais um instrumento da própria mistificação, como alertou Alexandre Garcia na Rádio Estadão. Além da reflexão sobre o que houve de fato nas urnas precisamos corrigir este vício imperdoável em nosso ofício.

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na sexta-feira 10 de novembro de 2016, às 17h35m)

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