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Vetos contra abuso são necessários

Ao vetar pontos da iniciativa do Congresso que se propõe contra abuso de autoridade, Bolsonaro atendeu à parte do eleitorado que votou nele para que combate à corrupção não venha a ser sabotado

José Nêumanne

06 de setembro de 2019 | 21h36

Convocação de Bolsonaro para a população sair de verde e amarelo no feriado do dia 7 coincidiu com vetos que impôs à odiosa lei contra abuso de autoridade. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro vetou 19 dos 44 pontos da Lei contra Abuso de Autoridade atendendo a ponderações de seus ministros da área e abrindo exceção positiva num governo, até agora dependente apenas de suas ordens de comando. Ao fazê-lo, deu um tranco na conspiração dos suspeitos, acusados, processados e condenados por corrupção do Congresso, com aliados no Supremo, embora suas decisões ainda possam ser derrubadas pelos que a escreveram, votaram a favor dela e se beneficiarão de arrefecimento da ação corretiva da polícia, do MP e da Justiça. Embora se trate de decisão parcial e passível de derrota em votações do plenário reunido de senadores e deputados, esta será uma oportunidade para a Nação saber se realmente o Legislativo a representa, ou não.

Assuntos para comentário da sexta-feira 6 de setembro de 2019

1 – Haisem – Presidente veta 19 dos 44 pontos da Lei de Abuso, revela título no alto da primeira página do Estadão de hoje. O que você acha que levou Jair Bolsonaro a desafiar o Congresso Nacional a este ponto

2 – Carolina – O noticiário da imprensa hoje lhe dá uma ideia sobre quem pode ter influído nessa decisão do presidente

3 – Haisem – Ao lado desta notícia na primeira página do Estadão está a manchete: Aras na PGR contraria Moro, MPF e apoiadores de Bolsonaro. O que você tem a dizer sobre isto

4 – Carolina – Planalto desiste de mexer na lei do teto, é o que revela outra chamada na dobra de cima de nosso jornal hoje. O que explica essa mudança de posição, na sua opinião

5 – Haisem O que levou, a seu ver, o substituto do juiz Sergio Moro na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Luiz Fernando Bonat, a mandar soltar Maurício Ferro, cunhado de Marcelo Odebrecht e por ele denunciado na Operação Lava Jato, tão rapidamente

6 – Carolina – O que você acha da notícia dada pelo advogado do primogênito de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, de que está para estourar mais uma polêmica a respeito do inquérito dele no Ministério Público do Rio sobre movimentação atípica de dinheiro do ex-motorista Fabrício Queiroz na Alerj

7 – Haisem – O que você me diz de, em pleno século 21, ainda haver xingamentos racistas, como o sofrido pelo vereador Fernando Holiday, do MBL, no plenário da Câmara Municipal da maior, mais moderna e mais cosmopolita cidade brasileira, São Paulo

8 – Carolina – E esta greve do ônibus aí, hein, Nêumanne

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