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Vaidade, covardia e ciúme no STF

Dividida, cúpula do Judiciário encaminha votação em plenário para tornar impraticável prender bandidos de colarinho-branco condenados com enxurradas de provas e favorecer advogados que se escondem sob toga do tal "garantismo"

José Nêumanne

24 de outubro de 2019 | 17h52

Rosa vota contra a autorização para condenado em segunda instância começar a cumprir pena, consagrando a divisão do STF pelo meio. Foto: Gabriela Biló/Estadão

As sessões marcadas para esta semana pelo STF para decidir em definitivo entre prisão só após o “trânsito em julgado” e após condenações em segunda instância, foram exibições de vaidade, covardia e ciúme de seus 11 ministros. O decano Mello bajulou o presidente Toffoli por seus dez anos de casa. Este choramingou e lançou até livro sobre o feito. Moraes usou dupla face de Jano para dar seu voto contra Moro e Lava Jato, sem citá-los, e a favor de seu pleito de antecipar prisão para combater corrupção. O voto decisivo de Rosa foi imenso, mal lido e com citações que nada tinham a ver com o objeto da discussão, incluindo um belo poema de Kaváfis. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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