Utopia, lugar nenhum
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Utopia, lugar nenhum

Há 501 anos, a Utopia (lugar nenhum, em grego) é mais vista como esperança do que como ideal

José Nêumanne

13 Março 2017 | 18h39

Sir Thomas Morus, autor da Utopia

Sir Thomas Morus, autor de Utopia

A contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte é a própria negação da sociedade ideal imaginada pelo pensador britânico Thomas Morus que há 501 anos publicou um clássico do pensamento político e filosófico, popular até hoje e que virou uma categoria da sociologia, A Utopia, obra em dois volumes, escrita originalmente em latim. Primeiro lançamento da coleção Clássica da Editora Autêntica, o livro está chegando às livrarias num momento de turbulência política e recessão econômica no Brasil, exatamente o que não existe na ilha modelar imaginada pelo autor – uma sociedade em que tudo pertence a todos e a busca do bem comum é lei. Como diz ironicamente o título, lugar nenhum.

(Comentário no Direto da Estante no Estadão no Ar da Rádio Estadão na segunda-feira 13 de março de 2017, às 7h52m)

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