Urnas e Toffoli não são confiáveis
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Urnas e Toffoli não são confiáveis

Em momento de baixíssima confiabilidade do Poder Judiciário em geral, presidente do STF garante lisura do processo eleitoral eletrônico baseado na própria palavra, que não merece muita fé

José Nêumanne

18 de setembro de 2018 | 11h19

Toffoli contradiz Bolsonaro, afirmando que urnas eletrônicas são “confiáveis”, elogio que nem ele próprio merece. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ao tentar responder às dúvidas levantadas por Bolsonaro a respeito da possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, o presidente do STF, Dias Toffoli, garantiu que elas são “confiáveis”. De fato, não são. Nem elas são nem ele é! O ministro não tem mais do que a própria palavra como argumento, mas ela se baseia no fato de que os partidos políticos, que gastam dinheiro público do Fundão Partidário apenas nas campanhas (e não só nelas) de seus figurões, não preparam projetos de lei que instituam uma fiscalização de verdade na central de computação da apuração eleitoral, cujo alto custo em nada comprometeria as despesas milionárias que os chefões partidários gastam com as próprias estruturas de propaganda.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 18 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário de terça-feira 18 de setembro de 2018:

 

1 – Haisem –Você acha que a resposta dada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, esclareceu as dúvidas levantadas pelo candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial do próximo dia 7, o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, ou ainda restou alguma sombra a respeito?

SONORA_TOFFOLI 1809 B URNAS

 

2– Carolina – Você acha que, ao dizer que a denúncia de fraude nas urnas do adversário número um na preferência do eleitorado antipetista, Jair Bolsonaro, do PSL, seria uma tentativa de justificar antecipadamente sua derrota eventual, o candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin acertou ou errou?

 

3 – Haisem – Há, de fato, motivos para duvidar da lisura de pleitos decididos por votação eletrônica e imprimir votos, apontado como solução num projeto de Bolsonaro, que chegou a ser aprovado no Congresso, mas não passou pelo crivo do Supremo Tribunal Federal, poderia, na verdade, ser uma forma eficiente de impedir fraudes?

 

4 – Carolina – As afirmações que têm sido feitas pelo candidato do PT à Presidência da República, ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a respeito da eventualidade de indultar Lula, a quem substituiu na chapa do partido, desmancham de vez as suspeitas manifestadas por seu adversário Jair Bolsonaro?

 

5 – Haisem Em que categoria você classifica a afirmação feita pelo ex-prefeito Haddad na sabatina do Jornal Nacional da Globo, segundo a qual o eleitorado paulistano teria sido induzido a erro na eleição municipal de 2016, que ele perdeu fragorosamente, por políticos mal intencionados do PMDB e do PSDB, à época do imipeachment da presidente Dilma?

 

6–Carolina – Como você recebeu a notícia dada ontem de que o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais decidiu por 4 a 3, ou seja pelo voto de minerva do presidente, desembargador Pedro Bernardes, indeferiu todas as sete impugnações e três notícias de inelegibilidade da ex-presidente petista Dilma Rousseff, tida como favorita na disputa de uma vaga do Senado?

 

7 – Haisem – Andreza Matais informou na Coluna do Estadão de domingo, que o inquérito dos portos, que investiga o pagamento de propina ao presidente Michel Temer e a seus ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha em troca de benesses em concessõesnos terminais de Santos será concluído em outubro. E Raquel Dodge apoiou ontem o pedido da PF de mais prazo de 15 dias para sua conclusão. Será que vai a investigação dar em algo de concreto ou terminará em pizza?

 

8–Carolina – Você se satisfaz com a solução de encaminhar ao Banco Central a parte em dinheiro vivo e leiloar joias e relógios cravejados de diamantes, apreendidos em poder do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro NguemeObiango, flagrado pela Receita Federal ao desembarcar em Campinas?