Uma mentira atrás da outra
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Uma mentira atrás da outra

Geraldo Azevedo disse que foi torturado por Mourão em 1969, quando general era teenager, reconheceu que "se enganou", mentiu de novo ao profetizar ditadura se Lula/Haddad perder, e petista insistiu no erro

José Nêumanne

24 de outubro de 2018 | 11h41

Geraldo Azevedo mentiu uma vez, reconheceu o “equívoco”, mentiu de novo e foi considerado fonte “fidedigna” por Lula/Haddad. Foto: Luiz Ferreira/AE

O cantor Geraldo Azevedo disse num show que tinha sido torturado em 1969, portanto na ditadura militar, pelo general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, do PSL, tida como favorita no Ibope Estadão Globo com 14 pontos porcentuais à frente de Lula/Haddad, do PT. Este repassou a patranha no Roda Viva da TV Cultura sem ser questionado e em sabatina no Globo, na qual foi informado que o acusado tinha menos de 16 anos quando a tortura denunciada em show por sua fonte “fidedigna” teria ocorrido. Pilhados em mentira torpe, os dois não se desculparam ao caluniado e contaram outra mentira, insistindo em óbvias fake news de que a alternativa ao petista seria a ditadura.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 24 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos do comentário da quarta-feira 24 de outubro de 2018

 

1 – Haisem – Que lições traz para o debate político da campanha eleitoral na disputa da Presidência da República a denúncia feita pelo cantor Geraldo Azevedo e citada pelo candidato do PT, Fernando Haddad, de que teria sido torturado pessoalmente pelo general Hamilton Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, do PSL, em 1969, na ditadura militar?

SONORA_HADDAD B

 

2 – Carolina – Que novas revelações são trazidas às expectativas do resultado do segundo turno da eleição presidencial de 2018 pelo segundo levantamento de intenções de votos da pesquisa do Ibope Estadão Globo divulgada na noite de ontem?

 

3 – Haisem – Que abalos pode provocar à democracia brasileira o vídeo distribuído pelo coronel reformado do Exército Carlos Alves criticando de forma violenta a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, e as providências tomadas pelas autoridades competentes a respeito?

 

4 – Carolina – Que conseqüências podem ser produzidas pela decretação da prisão de Eurípedes Jr, o presidente do PROS, partido que faz parte das coligações das chapas do PT para a presidência, liderada por Fernando Haddad, e do PSB para o governo de São Paulo, encabeçada pelo governador Márcio França para essas coligações, seus candidatos e a imagem da política brasileira?

 

5 – Haisem – Que efeitos podem ser percebidos nesta rodada da pesquisa Ibope Estadão Globo da onda nacional de mudança que abala a velha política brasileira nos resultados avaliados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e no Distrito Federal?

 

6 – Carolina – A divulgação clandestina de um vídeo mostrando de forma explícita alegada orgia sexual protagonizada pelo candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, João Dória Jr, que está à frente na rodada de pesquisas do Ibope, Estadão e Globo, altera o panorama que você desenhou nos últimos dias sobre a natureza limpa e democrática das atuais eleições?

SONORA_DORIA RESPOSTA

 

7 – Haisem – Qual é o objetivo da defesa do ex-presidente Lula ao pedir ao Supremo Tribunal Federal para suspender ação penal contra ele que corre na 13.ª Vara Federal de Curitiba, sob a égide do juiz Sérgio Moro, até que seja divulgada a decisão definitiva do Comissão de Direitos Humanos da ONU a respeito dela?

 

8 – Carolina – O que você tem a comentar sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso de não suspender o indiciamento do presidente Michel Temer no inquérito da Polícia Federal a respeito do pagamento de propinas em troca de um decreto favorável às empresas concessionárias no Porto de Santos?

 

 

 

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