Uma cela para Lula
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Uma cela para Lula

Maioria quer ver Lula preso e um terço prefere devolver-lhe a Presidência da República

José Nêumanne

02 de outubro de 2017 | 17h51

Maioria quer Lula, favorito na pesquisa eleitoral, numa cela Foto: Nacho Doce/Reuters

Quem trabalha duro, paga impostos e não depende do governo para superfaturar contratos nem para receber esmolas do Estado já entendeu o que houve no Brasil nos últimos anos e sabe que numa democracia de verdade a lei tem que ser cumprida, a polícia tem que investigar, o Ministério Público, acusar, o juiz de primeira instância inocentar ou condenar de acordo com a culpa e não com a fama, o prestígio e o poder do réu. Por isso, 54% dos entrevistados do DataFolha acham que Lava Jato já investigou o suficiente para Moro mandar Lula para a prisão. Na mesma entrevista, o recorde de impopularidade de Temer retrata a consciência de que o atual governo é sequência e não ruptura com Lula e Dilma, mas a economia promete, por estar em mãos mais prudentes.

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

Para ouvir Vítimas da Sociedade com Bezserra da Silva clique aqui

 

 

 

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado – 2 de outubro de 2017 – Segunda-feira

A manchete da Folha de S. Paulo de hoje revela pesquisa do Instituto DataFolha segundo a qual Maioria no país quer Lula preso e Temer processado. Até que ponto essa notícia reflete a realidade brasileira neste momento crucial de crise?

De acordo com a pesquisa DataFolha, 54% dos entrevistados as revelações da força tarefa da Lava Jato já são suficientes para que o juiz Sérgio Moro, titular da 13.ª Vara Federal de Curitiba, decrete a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já. Essa opinião é mais relevante entre ricos (76%) e instruídos (69%). Mas entre todos prevalece a previsão de que ele terminará não sendo preso (66%). Lula responde a seis processos e já foi condenado em um a mais de nove anos de prisão, mas recorre em liberdade.

Segundo a mesma pesquisa, 89% dos eleitores brasileiros defendem que o presidente Michel Temer seja investigado como exige a acusação feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pelos crimes de obstruur a Justiça e integrar organização criminosa. Um terço dos deputados federais já impediu a primeira denúncia e a segunda está para ser votada. A gestão de Temer é considerada ruim ou péssima por 73%, maior reprovação constatada pelo instituto desde o fim da ditadura militar. Mas o grupo que defende sua saída caiu de 65% em junho para 59%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial de 2018, segundo a última pesquisa do instituto Datafolha. Em diferentes cenários, o petista aparece com pelo menos 35% das intenções de voto, em vantagem significativa sobre o principal adversário.

Na segunda colocação, há um empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Em distintos cenários, ele tem entre 16% e 17%, e ela varia de 13% a 14%.

Quanto a Lula, quem trabalha duro, paga impostos e não depende do governo para superfaturar contratos nem para receber esmolas do Estado já entendeu muito bem o que houve no Brasil nos últimos anos e sabe que numa demo9cracia de verdade a lei tem que ser cumprida, a polícia tem que investigar, o Ministério Público, acusar, o juiz de primeira instância inocentar ou condenar de acordo com a culpa e não com a fama, o prestígio e o poder do réu.

Quanto a Temer, sua impopularidade resulta da conclusão óbvia de que ele não é mudança, mas continuidade no que se refere à questão da corrupção e do uso do poder político para privilegiar compadres e amigos. Mas mudou, sim, no que se refere à economia, pois estancou a adoção de medidas estúpidas e predadoras do erário adotadas nos governos Lula e principalmente Dilma. Por isso, aumenta cada vez mais a condenação à gestão, mas os índices relativos a seu afastamento melhoram por causa da melhora da economia e do medo de voltarmos ao descalabro de antes na gestão das contas públicas.

Ainda assim, apesar disso, pela primeira vez na série de pesquisas do Datafolha, Lula lidera também em todos os cenários de segundo turno. A exceção seria uma eventual disputa com o juiz Sérgio Moro – nesse caso, haveria empate técnico. O que explica isso?

Em julho, Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão, no caso em que foi acusado de ter recebido um apartamento em Guarujá (SP) como parte de um pagamento de propina da empreiteira OAS.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial de 2018, segundo a última pesquisa do instituto Datafolham publicada na Folha de S. Paulo ontem. Em diferentes cenários, o petista aparece com pelo menos 35% das intenções de voto, em vantagem significativa sobre o principal adversário. Na segunda colocação, há um empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). Em distintos cenários, ele tem entre 16% e 17%, e ela varia de 13% a 14%.

Só Sérgio Moro teve índice que garante empate técnico no segundo turno.

Descrédito geral na política. Pesquisa perde valor de previsão, quando se sabe que dificilmente Lula poderá concorrer, pois perderá status de ficha limpa. E Moro não é político nem quer ser.

 

Centrais sindicais já usam assembleia para cobrar ‘novo imposto’ de todos os trabalhadores, Sindicatos começam a aprovar nova forma de financiamento antes mesmo de a cobrança ser regulamentada por medida provisória prometida pelo governo. É um caso de rebelião generalizada contra o Estado de Direito?

Segundo reportagem de Marcelo Godoy, no Estado de S.Paulo, sindicatos das principais centrais sindicais do País estão aprovando em assembleias a manutenção da cobrança do imposto sindical ou a criação de novas contribuições antes mesmo de o governo Michel Temer editar medida provisória para regulamentar a matéria. Os sindicatos querem arrecadar o dinheiro de todos os trabalhadores e não apenas de seus sócios, tanto no caso da manutenção do imposto quanto na das novas contribuições – chamadas de assistencial ou negocial.

Essa é a estratégia montada para driblar o fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto, previsto na reforma trabalhista que entra em vigor em 11 de novembro. Ela deve enfrentar resistência na Justiça. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal (leia na pág. B3). Os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo (Força Sindical), dos metalúrgicos de São Leopoldo (RS), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o dos têxteis de Guarulhos, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), foram os primeiros a adotá-la.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que a contribuição decidida pela categoria em 15 de setembro representa 1% do valor da folha de pagamento do que o trabalhador ganha em um ano, ou seja o valor de 3,5 dias trabalhados – maior, portanto, do que o antigo imposto sindical, que equivalia a um dia de salário do funcionário.

Quintino Severo, secretário de administração da CUT, disse que o exemplo do sindicato de São Leopoldo (15 mil trabalhadores na base) deve ser seguido por outros da central. “Mas nosso primeiro objetivo é aumentar a filiação.” Segundo ele, o fim do imposto afeta em média 30% da receita dos sindicatos do setor privado ligados à CUT.

Tiroteio deixa ao menos 20 mortos e mais de 100 feridos em Las Vegas

Disparos ocorreram durante um festival de música country ao ar livre; suspeito foi morto

Isso é um absurdo e revela o Estado de anomia vivido no País pela dependência do atual governo das forças políticas que controlam sindicatos e outros setores organizados da sociedade. O resultado é a desmoralização total não apenas das autoridades, mas também da Autoridade e do Estado. Algo precisa ser feito para repor as coisas no devido lugar. E já já.

Um tiroteio ocorrido em Las Vegas, durante o festival de música country “Route 91 Harvest” deixou ao menos 20 mortos e mais de 100 feridos no início da madrugada de hoje. A paz é realmente algo inalcançável em nossos tempos em quaisquer dia e lugar?

O suspeito de autoria dos disparos foi perseguido e morto em troca de tiros com a polícia. Ele estava posicionado no 32º andar do hotel Mandalay Bay, ao lado da área aberta onde aconteciam os shows, e abriu fogo do alto contra o público. O hotel e resort é um dos mais famosos da região de cassinos Las Vegas Strip, uma das mais movimentadas da cidade.

A polícia do Estado de Nevada informou que o atirador era um morador local que não teria nenhuma conexão com grupos extremistas. Ele agiu sozinho, segundo as informações preliminares.

De fato, a paz parece um alvo inalcançável. No caso, as autoridades não relacionam o atentado com o terror, mas com outras formas de loucura humana, não de natureza coletiva, mas individual. A humanidade é definitivamente um caso perdido.

Os cerca de mil agentes das Forças Armadas que atuavam havia uma semana na Rocinha, na zona sul do Rio, deixaram a favela no início da manhã desta sexta-feira, 29. Mas o governo diz que voltam. Será que voltam mesmo?

Às 9 horas, o cerco das tropas federais já estava encerrado. Os acessos de veículos à favela, antes controlados pelos militares, foram reabertos.

O fim da operação foi confirmado pelo porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Roberto Itamar. “O cerco é pontual e de curta duração. Agora já vemos o comércio aberto, moradores indo trabalhar normalmente e até a presença de turistas”, disse, em entrevista à rádio CBN.

“As forças de segurança sempre contarão, quando necessário e solicitado, com o apoio das Forças Armadas, que têm capacidade de pronta resposta bastante eficiente em qualquer ponto da área metropolitana do Rio de Janeiro. Foi o que aconteceu no início do cerco”, garantiu o coronel.

Esse tipo de cerco não é, nunca foi, nem será solução. Só debilita a imagem e o prestígio de uma instituição como as Forças Armadas mostrando que intervenção militar não resolve nada como um passe de mágica, como pensam muitos inocentes e outros nem tanto.

Um plebiscito separatista realizado ontem em condições caóticas na Catalunha, abriu uma crise política na Espanha e pode resultar em uma declaração unilateral de independência de parte dos catalães e na queda do governo do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Quem tem razão nesse imbróglio todo?

Segundo os resultados divulgados pelo governo catalão, 2,02 milhões de pessoas votaram a favor da independência – 90% dos 2,2 milhões dos votos. O “não” teve o respaldo de 166,5 mil eleitores. Isto quer dizer que 41,5% dos 5,3 milhões de eleitores foram às urnas.

+ Mais de 800 pessoas ficam feridas em confrontos com policiais na Catalunha

A turbulência foi causada pela violenta repressão ordenada por Madri, que enviou agentes da tropa de choque para tentar impedir a votação em Barcelona e no interior, fechando seções e confiscando urnas e cédulas eleitorais. Quase 880 pessoas ficaram feridas em choques entre a polícia e os independentistas.

O separatismo é uma manifestação de volta aos tempos anteriores à formação dos Estados em torno de Estados monárquicos e federativos na Europa. A Espanha sempre sofreu com as tentativas de separação dos bascos, que resultaram num terrorismo próprio que atuou com muita violência e desembaraço desde a ditadura de Franco e provocando crises politicas na monarquia parlamentarista depois da queda do ditador. Os catalães sempre tiveram sonhos autonomistas e uma cultura muito forte que inclui a manutenção de uma língua falada antiga e com grande tradição literária. Agora essa manifestação que tinha natureza basicamente cultural ganhou contornos de sobrevivência econômica, que, mesmo não conseguindo a independência desejada, poderá criar graves problemas politicos e de segurança para o Estado instalado em Castela.

SONORA Vítimas da sociedade Bezerra da Silva

https://www.youtube.com/watch?v=Zkx0SYtge-g

 

 

 

Tendências: