Um Richa na cadeia
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Um Richa na cadeia

Combate à corrupção no Brasil não seleciona alvos por suas legendas partidárias nem por seu histórico familiar: preso em Curitiba com a mulher, Fernanda, Beto é filho de José Richa, de excelente reputação

José Nêumanne

11 Setembro 2018 | 11h54

Beto e Fernanda Richa nos tempos de glória do tucano nos dois mandatos de governador do Paraná. Foto: Joka Madruga/Futura Press

Prisão pela polícia civil estadual do ex-governador do Paraná Beto Richa, um dos favoritos na disputa por vaga no Senado na eleição deste ano, e sua inclusão na devassa da Operação Lava Jato no mesmo dia deixam claro que não há seletividade partidária entre os alvos do combate à corrupção no Brasil. Richa é um tucano que não honra o sobrenome que o elegeu, a exemplo do correligionário Aécio Neves. Como este é neto de Tancredo, ele é filho de um político da melhor cepa, José Richa, companheiro de Ulysses Guimarães na luta cívica contra a ditadura militar. Como sua mulher, Fernanda, também foi presa, ele figura entre os políticos de má reputação que envolvem as famílias em suas falcatruas, exemplo a não ser seguido.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na terça-feira 11 de setembro de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário de terça-feira 11 de setembro de 2018

 

1 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia que Portal do Estadão acaba de dar segundo a qual o ex-governador do Paraná Beto Richa foi preso no âmbito da Operação Lava Jato?

 

2 – Carolina – Por que Lula e o PT estão levando a candidatura presidencial dele além de quaisquer limites racionais, exigindo trabalho dobrado do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral e forçando a barra com a insistência em mais uma sugestão dos dois peritos do comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas contra a lógica e as evidências dos julgamentos anteriores de recursos similares?

 

3 – Haisem  – Será que as revelações feitas ontem no Jornal Nacional com Antônio Palocci, de viva voz, gravadas em delação premiada negociada com a Polícia Federal, narrando de forma espontânea e escorreita negociatas de propinas protagonizadas pelos ex-presidentes Lula e Dilma, do PT, podem prejudicar o partido e suas tentativas de fazê-lo candidato aproveitando-se dos índices de intenção de votos nele nas pesquisas?

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4 – Carolina – A opinião do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, sobre a impropriedade de repor em discussão e votação a jurisprudência da autorização para mandar prender condenados em segunda instância pode, de alguma forma, influir numa próxima decisão do Supremo Tribunal Federal que, a partir de quinta-feira, já estará sob a nova direção do ministro Dias Toffoli?

 

5 – Haisem – A divulgação dos resultados da pesquisa da Datafolha realizada e divulgada ontem terá esfriado os ânimos dos apoiadores do presidenciável do Partido Social Liberal, PSL, Jair Bolsonaro, que estavam convictos de que a solidariedade do eleitorado a seu atual momento de dor poderia baixar sua rejeição e aumentar seus índices de intenção de votos?

 

6 – Carolina – Manchete do Estadão hoje é a seguinte: “Adversários retomam tom crítico a idéias de Bolsonaro”. Ou seja, se aquela trégua anunciada no início do debate do Estadão, Rádio Jovem Pan e TV Gazeta, pelos candidatos a presidente que compareceram a ele já fraquejou antes mesmo da divulgação dos índices da pesquisa da Datafolha, você pensa que os pronunciamentos recentes de Ciro Gomes e Geraldo Alckmin novamente hostis ao primeiro colocado na pesquisa citada poderão por de novo lenha na fogueira da guerra dos extremos na disputa eleitoral de outubro?

 

7 – Haisem – Em que a decisão da justiça de tornar o ministro de Temer, ex-prefeito de São Paulo, fundador e dono do PSD, Gilberto Kassab, pode interferir no projeto político que há algum tempo tinha tudo para ser bastante promissor?

 

8 – Carolina – Será que a Polícia Federal conseguirá do relator do Supremo Tribunal Federal do inquérito que investiga o presidente Michel Temer e seus ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco na acusação de recebimento de 10 milhões de reais de propinas da Odebrecht, ministro do STF Luis Roberto Barroso, os 15 dias pedidos para mais um prazo de adiamento agora que vieram à baila gravações de grampos telefônicos que comprometem o amigão de Temer João Baptista Lima Filho, ao serem postos no ar ontem no Jornal Nacional?

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