Um monstro sem pai

Um monstro sem pai

Uma semana depois de cassar Cunha, Câmara vota contra interesses do cidadão

José Nêumanne

20 de setembro de 2016 | 19h45

Beto Mansur, na mesa da Câmara, comandando a lambança

Beto Mansur, na mesa da Câmara, comandando a lambança

Pode ser mera coincidência, mas Temer estava na China durante a polêmica sobre o fatiamento da Constituição para beneficiar Dilma no impeachment e agora ele está em Nova York, tendo deixado Rodrigo Bolinha Maia tomando conta do expediente no Palácio do Planalto exatamente quando um monstro sem pai assombrou a Câmara dos Deputados de noite, com uma explícita traição do cidadão e contribuinte num processo para anistiar caixa 2 de políticos. Junto com ele, tudo indica, pode vir a volta do financiamento de campanhas por empresas. Felizmente alguns poucos resistentes impediram a votação do monstro, mas o perigo continua, pois ele ainda está na pauta de votações.

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na terça-feira 20 de setembro de 2016, às 18 horas)

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