Mais um descalabro de Temer

Mais um descalabro de Temer

Numa penada só, Temer deixou de adiar reajuste dos servidores, garantiu reajuste exigido pelo STF e incorporou auxílio-moradia para juízes, pouco ligando para o bolso do trabalhador em crise

José Nêumanne

30 de agosto de 2018 | 12h12

Temer, em solenidade no QG do Sudeste no Rio, entre Pezão e Marun, está se lixando para contas públicas. Foto: Fábio Motta/Estadão

A decisão pusilânime e irresponsável do presidente Michel Temer de não adiar, como já havia anunciado antes e passou a ser condição sine qua non para um mínimo de alívio na desastrosa situação das contas públicas brasileiras, o reajuste dos servidores resultará em R$ 38 bilhões de gastos extras para a União, impacto que se adiciona a uma situação ruim por culpa da crise. Do ponto de vista estrutural, ela faz a folha subir 14% além da inflação de 2017 a 2019 e provocará um efeito cascata, que atingirá as despesas públicas federais e em todos os Estados. Para completar o absurdo, o auxílio-moradia de juízes e o aumento dos ministros do STF serão incorporados a seus vencimentos. Um descalabro!

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Abaixo, os assuntos para o comentário da quinta-feira 30 de agosto de 2018:

 

1 – Haisem – A manchete do Estadão hoje é: “Reajuste para servidores faz folha subir 14% além da inflação”. O que terá levado o presidente Michel Temer a manter o reajuste dos servidores públicos e incluir o salário-moradia dos juízes, alterando o adiamento resolvido anteriormente sem que nada de excepcional tenha ocorrido para justificar essa despesa?

 

2 – Carolina – O que justifica o recuo do presidente Michel Temer ao dizer agora que as senhas que o governo brasileiro estava para distribuir para venezuelanos que entram em território nacional por Roraima não serão mais para controlar a entrada, mas para organizar o atendimento a eles?

 

3 – Haisem – Você acha que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes tem razão ao declarar que Lula está no topo das pesquisas de intenção de voto porque foi transformado num mártir?

 

4 – Carolina – Notícia em primeira página do Estadão registra: “TSE pode analisar caso da candidatura Lula amanhã”. Será que a sessão plenária para julgamento do eventual impedimento do candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, por ele ser condenado em segunda instância por crime comum, pode ser realizada ainda esta semana?

 

5 – Haisem – Por que o procurador regional eleitoral quebrou o sigilo fiscal de seis empresas envolvidas na denúncia de que participaram de um esquema de propaganda eleitoral fora da lei em redes sociais fora do período autorizado para a campanha eleitoral?

 

6 – Carolina –  O que você tem a dizer sobre a notícia dada no BR 18 do Estadão que José Dirceu deu uma entrevista coletiva e nela avisou que o Partido dos Trabalhadores tem um projeto radical para o Brasil?

 

7 – Haisem – E que tal a informação dada na Coluna do Estadão, de Andreza Matais, segundo a qual a estatal criada para tocar o Trem Bala, que ainda não saiu do papel está torrando dinheiro público como se fosse pipoca com manteiga?

 

8 – Carolina – Você acha que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Pezão, está sendo justo ao entrar com ação direta de inconstitucionalidade contra a Assembleia Legislativa de seu Estado por ela ter aprovado leis autorizando reajuste de 5% nos salários de servidores do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública?

 

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