Tudo se resume a grana
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Tudo se resume a grana

Trotski, Olavo, Villas Bôas, comunismo - isso é só pretexto, a cruzada contra Santos Cruz tem apenas uma lógica, a luta pelo controle das verbas de publicidade do governo, controladas pela Secretaria-Geral da Presidência

José Nêumanne

07 de maio de 2019 | 17h18

Na Aman, onde estudou, Bolsonaro garantiu que seu governo é um time só, enquanto o pau canta nas redes sociais sob comando do filho Carlos. Foto: Wilton Júnior

Já apareceu de tudo na briga pelo controle da Secretaria-Geral da Presidência desde que Carlos Bolsonaro derrubou o ex-titular Gustavo Bebbiano. Agora o alvo dele é o atual ministro, Carlos Alberto dos Santos Cruz, general do Exército. No rolo entrou até Trotski, que muita gente no Planalto nem sabe quem foi. Bolsonaro finge que não é com ele e nega o óbvio: o time dele não é um só e há divisão entre olavistas e militares. Mas será que ele não sabe que a verdadeira causa do quiproquó nada tem que ver com ideologia, comunismo ou direita, mas é simplesmente grana, tutu, bufunfa, a dinheirama da comunicação do governo que poderia estar sendo usado para pagar uma campanha pela reforma da Previdência, mas, por enquanto, ninguém fez nada? Será mesmo? Direto ao assunto. Inté. Só a verdade nos salvará.

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