Traíra e alcaguete
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Traíra e alcaguete

O herói dos trabalhadores vendeu greves e o deus da esquerda foi informante da polícia

José Nêumanne

24 Janeiro 2018 | 16h56

Sem apoio significativo nas ruas, Lula abrigou-se no sindicato de origem. Foto : Hélvio Romero/Estadão

Lula virou santo popular, por ter sido preso e processado após a intervenção no sindicato que presidiu nos anos 70 e 80. Mas sua passagem pela carceragem do Dops paulista à época da ditadura foi mais confortável que a de outros companheiros de cela, conforme testemunho do delegado Romeu Tuma Jr., secretário nacional de Justiça no primeiro governo Lula e filho do policial homônimo, em Assassinato de Reputações (Topbooks, 2013). Tuma relata que o falso mártir foi agente de informações do pai, a quem contava os segredos do movimento grevista. Se Odebrecht e Tuma não mentiram, em vez de vítima, o seis vezes réu de hoje foi, de fato, o que os colegas sindicalistas chamariam, à época, de “traíra” dos trabalhadores e “dedo-duro” dos militantes de esquerda, que sempre o endeusaram. Ninguém, até agora, desmentiu na Justiça os depoimentos aqui citados.

(Este é um dos parágrafos do artigo publicado na página A2 de Opinião do Estado de S.  Paulo da quarta-feira 24 de janeiro de 2018.)

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