Toffoli prega o que não faz

Prática na ação do presidente do STF é oposta do que diz querer da instituição: prega previsibilidade, mas exerce poder sem fazer nada do que elogia, segurança jurídica com respeito à letra da Constituição

José Nêumanne

03 de fevereiro de 2020 | 21h12

Na volta do STF ao trabalho, Toffoli apregoa virtudes necessárias ao colegiado, mas não dá na vida real exemplo nenhum das virtudes que exige da instituição. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O presidente do STF, Dias Toffoli, abriu o ano judiciário com discurso em que afirma o que nega e defende o que não faz. Cínico, fala em paz entre poderes, mas só investe no conflito. Quer o colegiado previsível, mas marcou sessão para derrubar jurisprudência resolvida 3 vezes em 2016 permitindo que juiz mande prender condenados em segunda instância. Fala em segurança e semeia insegurança.

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