Toffoli não faz o que diz
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Toffoli não faz o que diz

Presidente do STF tenta falar bonito, mas termina fazendo feio, pois nunca pratica nada do que prega como ideal, como confiança, previsibilidade e segurança que garante serem atributos do Judiciário que comanda

José Nêumanne

04 de fevereiro de 2020 | 20h02

Toffoli, com Alcolumbre, Maia e Onyx na cerimônia de inauguração dos trabalhos dos maganões da República, que tiram o triplo de férias que os trabalhadores comuns. Foto: Dida Sampaio.

Na abertura do ano judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF, ministro Dias Toffoli, afirmou em discurso que é normal haver “divergências” entre os ministros e ressaltou que o objetivo do Poder Judiciário é “gerar confiança, previsibilidade e segurança jurídica”. Trata-se de uma declaração pública de evidentes cinismo e hipocrisia sem igual. Pois o dito pletório excelso é uma feira de vaidades que chega a tais extremos que não falta quem diga que não há um, mas 11. E o chefe do Judiciário é o primeiro a açular essa discórdia desprezando as decisões colegiadas e enfrentando colegas dos quais discorda com decisões monocráticas assumidas em plantões de férias, como no caso do juiz de garantias. Ou dirigindo votações coletivas que desprezam jurisprudências recentes como no episódio da segunda instância.

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Assuntos para comentário da terça-feira 4 de fevereiro de 2020

1 – Haisem – Que contribuição você acha que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, tem dado à previsibilidade e à segurança jurídicas, que ele pregou como grandes virtudes da instituição

TOFFOLI_ABERTURA

2 – Carolina – Quais são os bastidores da verdadeira guerra que o presidente da Câmara dos Deputados está movendo contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ultimamente

3 – Haisem – Qual a diferença da pauta do governo este ano que o presidente da República, Jair Bolsonaro, mandou o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, levar ontem ao Congresso na abertura do ano legislativo

4 – Carolina – Coronavírus faz governo decretar emergência – é o título de uma chamada na primeira página. O que teria levado, a seu ver, as autoridades federais a tomarem essa atitude

SONORA MANDETTA 0402 A

5 – Haisem – Alcolumbre dá prioridade a mudanças no Supremo – registra manchete que abre a edição de Política do Estadão na página A 4. O que você acha que levou o presidente do Senado a tomar essa atitude

6 – Carolina – Bolsonaro se une a Skaf para enfrentar Doria – é o título da Coluna do Estadão na edição de hoje. O que pode ter levado o presidente a vir a São Paulo celebrar essa aliança inesperada, em sua opinião

7 – Haisem – Cabral afirma que Pezão ajudou a montar o esquema – é o título forte da página 5, também da Política, na edição do Estadão de hoje. Qual é a possibilidade que você vê nessa delação do ex-governador do Rio ser verdadeira ou não passar de mera tentativa de dividir responsabilidades

8 – Carolina – Por que você misturou Bob Dylan com BNDES e Oi no título de seu artigo semanal no Blog do Estadão, que publicou no Portal de nosso jornal ontem à noite

 

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