Toffoli invadiu sigilo de 600 mil

Toffoli invadiu sigilo de 600 mil

Presidente do STF expôs-se à possibilidade de sofrer impeachment ao abusar do poder do cargo para invadir privacidade contábil de 600 mil pagadores de impostos investigados pelo antigo Coaf

José Nêumanne

15 de novembro de 2019 | 22h41

Toffoli, Aras e Bolsonaro pertencem a um mundo particular onde circulam interesses que fogem ao universo do cidadão comum. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ao decretar o fim da investigação da Receita Federal sobre sua mulher, Roberta Rangel, e a de seu pareceiro Gilmar Mendes, Guiomar, o presidente do STF, Dias Toffoli, requereu, sem nenhuma justificativa racional, sua posse dos dados do Coaf em 19 mil 441 casos envolvendo 600 mil pessoas físicas e jurídicas. E passou a ser proprietário exclusivo dos segredos garantidos por lei de uma miríade de cidadãos indefesos perante seu poder absoluto e ilegítimo. Não foi eleito para isso e sequer passou num concurso público para juiz na primeira instância. Este é um óbvio motivo para seu impeachment, mas ele está salvaguardado porque proibiu o Ministério Público do Rio de investigar o primogênito de Bolsonaro, Flávio, por práticas contábeis suspeitas na Alerj, da qual saiu para garantir foro privilegiado por 8 anos no Senado. Dikreto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.