Toffoli: das páginas ao picadeiro
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Toffoli: das páginas ao picadeiro

Ao ler relatório, presidente do STF disse que a questão, em que ele misturou um recurso contra a Receita Federal com compartilhamento de dados pela UIF, ex-Coaf, nada tem que ver com Flávio Bolsonaro, mas não convenceu ninguém

José Nêumanne

21 de novembro de 2019 | 17h40

 

Terá Toffoli tido uma iluminação no meio da defesa de seu voto incompreensível ou ele continua no mundo das trevas? Foto: Gabriela Biló/EstadãoFoi por conta do mesmo recurso que STF votou nas quarta e quinta-feiras em plenário que o presidente, Dias Toffoli, congelou o inquérito que corre contra Flávio Bolsonaro, primogênito do presidente, e outros 935 processos, fornidos com dados do Coaf. Em seu relatório, na abertura da votação, ele garantiu que a blindagem que garantiu aos dois suspeitos dos tempos da Alerj era “lenda urbana”. E omitiu o caso da Receita em que são citadas sua mulher, Roberta Rangel, e Guiomar, mulher de Gilmar Mendes. A desculpa perde sentido pela lembrança e pela presença do advogado de Flávio e de Jair no plenário na hora mesma em que ele votava. Deixou de ser Grande Irmão e assumiu o papel de Arrelia  Muito bem, muito bem, bem bem: de protagonista de terror político a palhaço sem graça. Nem colegas entenderam o voto.

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Assuntos para comentário da quinta-feira 21 de novembro de 2019

1 – Haisem – Em seu voto, lido na sessão plenária de ontem no Supremo Tribunal Federal, o presidente Dias Toffoli convenceu ao negar que o assunto pautado levava em conta argumentos da defesa do primogênito do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro
SONORA_TOFFOLI A 2111
2 – Carolina – A que conclusões você chegou após acompanhar a sessão plenária de ontem no Supremo sobre compartilhamento dos dados sigilosos do antigo Coaf, hoje batizado de UIF
3 – Haisem – O memorial do procurador-geral da República, Augusto Aras, que abriu a sessão referida esclareceu algum ponto que precisava ser levado em conta

SONORA_ARAS 2111
4 – Carolina – CCJ aprova projeto de prisão em segunda instância – revela título de chamada em primeira página no Estadão – Como você recebeu essa aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados da autorização para início de cumprimento de pena antes do tal do “trânsito em julgado”
5 – Haisem – Qual é sua opinião sobre o adiamento do julgamento marcado para anteontem da Segunda Turma do Supremo de mais uma denúncia contra o senador Renan Calheiros
6 – Carolina – O que você acha da acusação de “fanatismo” feita pelo decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, de cidadãos que critiquem a atuação da cúpula do Poder Judiciário brasileiro
7- Haisem – O que você acha do anúncio feito pela ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, da instalação de um canal para incentivar os pais de alunos a denunciarem atitudes reprováveis de professores

8 – Carolina – Porteiro “se enganou” ao citar Bolsonaro – é a notícia dada na primeira página do Estadão de ontem. Essa informação encerraria, a seu ver, o caso da inclusão do nome do presidente da República na investigação da polícia do Rio sobre a execução de Marielle Franco e Anderson Gomeses

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: