Toffoli, cínico e hipócrita

Toffoli, cínico e hipócrita

a abertura dos trabalhos do STF, presidente do dito "pretório excelso" citou confiança, previsibilidade e segurança jurídica como características da instituição, que passa longe de praticá-las na vida real

José Nêumanne

05 de fevereiro de 2020 | 15h17

Toffoli ao lado do vice Mourão na abertura do ano judiciário, na qual louvou virtudes que seu STF e ele mesmo não têm. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O presidente do STF, Dias Toffoli, chegou de férias e discursou na abertura do ano judiciário pregando as três virtudes capitais de sua instituição: confiança, previsibilidade e segurança. É de morrer de rir ou de chorar. A cúpula do Judiciário em geral e em particular as cortes que ele preside – STF e CNJ – merecem da cidadania um voto majoritário de desconfiança justamente por que são imprevisíveis e não dão segurança nenhuma. O maior responsável é ele, não apenas por ser o presidente das suas, mas também porque faz parte de colegiados que primam pela desconfiança, pelo descrédito e pela insegurança recíprocas. São, na prática, 11 Supremos, e não um só, como deveria ser. Tudo isso se deve muito a uma prática que em nada condiz com o pronunciamento de benemerência que fez na fala. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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