Tiro no dedo
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tiro no dedo

Ao condicionar indicação de ministro do STF à escolha do relator, Temer atirou no próprio dedo

José Nêumanne

23 de janeiro de 2017 | 18h44

Temer falou o que não devia no velório de Zavascki Foto: Donaldo Hadlich/Framephoto

Temer abriu polêmica inútil falando o que não devia no velório de Zavascki Foto: Donaldo Hadlich/Framephoto

A proposta da Associação dos Juízes pela Democracia de esperar o julgamento pelo TSE da ação do PSDB contra a chapa Dilma-Temer foi inspirada na brecha aberta por Temer ao condicionar a indicação do undécimo ministro do Supremo à escolha de quem substituirá Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato. Temer nada tinha que misturar alhos com bugalhos. Sua obrigação é indicar o ministro para o Senado sabatinar e aprovar, ou não. E a do Supremo, decidir interna corporis quem deverá ser o relator. O pronunciamento impróprio e em lugar impróprio, o velório de Zavascki, abriu essa discussão espúria. Quando alguém nada tem a dizer de útil o melhor que pode fazer é calar.

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 23 de janeiro de 2017, às 17h33m)

Para ouvir clique aqui e, aberto o site da emissora, 2 vezes o play sob o anúncio em azul

 

Tendências: