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“Temer livre” é bastardo de “Lula livre”

Políticos suspeitos de corrupção, advogados habituados a trocar chicanas por fortunas e militantes que veneram ídolos sem ligar para seu estofo defendem a liberdade de um ex-presidente para que outro dela a desfrute

José Nêumanne

22 de março de 2019 | 16h02

Prisão de Temer e ex-parceiros foi decidida para evitar impunidade garantida a maganões da política e da gestão pública. Foto: Felipe Rau/Estadão

Políticos viciados em corrupção na veia, advogados que trocam chicanas por fortunas e militantes políticos que adoram ídolos de mãos ágeis e pés de barro – até mesmo os que acusam Estado brasileiro de perseguir o ladravaz Lula da Silva e chamavam os presos de ontem, principalmente Temer, Moreira e coronel Lima, de golpistas –  enxergam pretexto sujo e populismo penal na decisão tomada pela Lava Jato do Rio e lavrada por Bretas. Venda da militância comprada lhes tapa os olhos diante de provas como a tentativa de depositar R$ 20 milhões em dinheiro vivo numa agência do Bamerindus para a Argeplan, empresa que, segundo o MPF, o PM reformado usava para lavar a propina de R$ 1 bilhão e 800 milhões destinada aos réus. O movimento “Temer livre” é filho bastardo da narrativa fictícia “Lula livre”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará mesmo.

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