Temer e a Venezuela
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Temer e a Venezuela

Ao mandar 60 e, depois, mais 60 soldados da Força Nacional para "ajudar" governo de Roraima a resolver crise humanitária dos refugiados venezuelanos, Temer revela a pequenez do próprio governo

José Nêumanne

20 Agosto 2018 | 07h03

Forma como Temer se dispõe a resolver crise de venezuelanos em Roraima mostra que Estado brasileiro só cuida dos interesses de chefões partidários. Foto: Nacho Doce/Reuters

Atinge o paroxismo a notícia de que a solução encontrada pelo governo Temer para a crise causada pela verdadeira invasão do Estado de Roraima por desabrigados pela grave crise venezuelana, após uma reunião com todos os ministros que tenham algo a ver com o tema, foi mandar 60 soldados da Força Nacional e, depois, mais 60. Essa revelação leva à óbvia conclusão de que o presidente mais impopular da História não está preparado para enfrentar nada que exija tirocínio, coragem e sensibilidade. A constatação é que a máquina pública federal está disponível hoje apenas para os próprios compadritos dos partidos, que usam o erário e o pessoal da União em benefício pessoal e grupal. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da segunda-feira 20 de agosto de 2018.

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