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Tem piedade de mim, Senhor!

Frei Guido Haazen misturou o Kyrie Eleison original cristão com ritmos africanos do Congo para pedir piedade ao Senhor

José Nêumanne

22 de junho de 2016 | 12h37

Nos anos 50, o frade franciscano Guido Haazen teve uma ideia engenhosa: fez uma fusion rítmica e, de certa forma, óbvia entre uma das mais antigas orações cristãs, o Kyrie Eleison (Senhor, tem piedade de nós, em grego no original), usada, de acordo com os especialistas, desde o século IV DC em ritos dos cristãos primitivos em Jerusalém e depois adotada no rito romano pelo menos desde o século V DC. Essa oração penitencial precede a eucaristia em denominações católicas, luteranas, presbiterianas e anglicanas. Missionário no então Congo Belga, o franciscano gravou seus arranjos com coro de crianças e adolescentes de Kamina, formando um grupo que denominou Os Trovadores do Rei Balduíno. Seu Sanctus chegou a pontear paradas de sucesso no Reino Unido nos anos 60. Conheci o LP da Missa Luba, que resultou desse trabalho, no seminário redentorista de Campina Grande, onde estudei de 1963 a 1965. E a fusão sempre me pareceu atraente e inspirada. Por isso, adotei-a para abrir o comentário Direto ao Assunto que fiz na terça-feira 21 de junho de 2016 no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9.

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