Supremo escárnio

Supremo escárnio

Cármen disse que perdeu na votação que reajustou vencimentos dos ministros do STF, mas não queria estar entre vencedores, e Lewandowski mofou dos miseráveis que lhes pagam falando em penúria própria. Vexame!

José Nêumanne

10 de agosto de 2018 | 07h24

Lewandowski chegou a extremo de falar em penúria de privilegiados, exagerando na insensibilidade. Foto: Dida Sampaio/Estadão

As reações aparentemente díspares da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, que tentou se eximir declarando que não gostaria de estar entre os vencedores, e um destes, seu antecessor no posto, Ricardo Lewandowski, a respeito da insensível proposta do reajuste dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, têm, no fundo, a mesma origem: a descomunal insensibilidade e o absurdo descaso dos 11 “supremos” em relação à dramática situação do País. A tentativa de justificar o rombo de R$ 4 bilhões na conta com a devolução determinada pelo Judiciário de bilhões de reais do furto da Petrobrás por um ministro que combate a Lava Jato com afinco é um escárnio. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da sexta-feira 10 de agosto de 2018.

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