Supremo cangaço

Supremo cangaço

Com saraivada de insultos contra agentes do Estado encarregados de acusar delinquentes em nome do Estado, Gilmar Mendes cumpre sua missão de soltar maganões tucanos e imitar Lampião concedendo-lhes salvos-condutos

José Nêumanne

18 de março de 2019 | 06h49

Gilmar insiste na convicção de que a vaga no STF o põe acima dos mortais comuns. Foto: Nelson Jr/SCO/STF

Em seu estilo rotineiro e habitual, sempre fora dos mínimos padrões da educação e do respeito humano, o ministro do STF Gilmar Mendes comemorou no fim de semana sua vitória no plenário de sua grei na quinta-feira com habeas corpus e salvos condutos para dois maganões tucanos. Foram mais uma vez beneficiados o ex-governador do Paraná Beto Richa e seu contador, não apenas com a outorga da liberdade de ambos, mas também com a garantia vinda de cima de que nenhum juiz de primeira instância poderá cometer a suprema ousadia de voltar a puni-los na forma da lei. Esse disparate de ofender funcionários públicos no cumprimento de seu dever de ofício para beneficiar um figurão da política ressuscita métodos do cangaço, tornando-o o Lampião do Judiciário. Este foi meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da segunda-feira 18 de março de 2019.

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