STF é dos chefões da política
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STF é dos chefões da política

Ao dizer que um ministro do STF tem "couro para aguentar pressões" populares, Toffoli esclarece que patrão da Corte que ele preside não é o cidadão que os sustenta, mas o maganão que os nomeou

José Nêumanne

02 de julho de 2019 | 11h17

Serviçal dos dirigentes petistas desde a faculdade, Toffoli cumpre na presidência do STF papel de capacho dos nobres da república. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quando disse que alguém para ser ministro do STF precisa ter “couro para aguentar pressão”, o presidente do órgão, Dias Toffoli, deixou claro a quem interessar possa que membros do colegiado máximo do Judiciário são imunes à pressão popular, ou seja, não servem à vontade do cidadão, que os sustenta do bom e do melhor. De fato, eles só não são imunes mesmo aos interesses e ambições de seus padrinhos políticos, aqueles que os nomearam para o melhor emprego do Brasil e aqueles outros com os quais frequentam os convescotes e regabofes da elite dirigente nacional no inacessível Planalto Central, cada dia mais distante da realidade do povo da planície, sempre sem poder e hoje sem trabalho.

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Assuntos para comentário na terça-feira 2 de julho de 2019

1 – Você concordou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, quando ele disse a respeito dos protestos nas ruas contra o órgão que seus membros devem ter “couro suficiente para aguentar pressão”

SONORA_TOFFOLI A 0207

2 – Como você acha que o Congresso Nacional deverá reagir às críticas que lhe foram dirigidas pela OCDE a respeito da lei de abuso de autoridade

3 – Qual o desgaste sofrido pelos procuradores dos Estados quando se descobre que um de seus membros, o fluminense Renan Saad, recebeu 1 milhão de reais de propinas da Odebrecht para aumentar o custo de uma obra em mais de 11 vezes

4 – A palavra do ex-governador Sérgio Cabral, condenado a mais de 200 anos por corrupção, tem alguma credibilidade quando conta ao juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio, que negociou com o empresário carioca conhecido como Arthur Soares, vulgo Rei Arthur, propinas para as campanhas de Eduardo Paes para prefeito e Lindbergh Farias para senador no Rio

SONORA_CABRAL D 0207

5, A que você atribui uma notícia espantosa como esta de que a área desmatada na Amazônia aumentou em 60% em junho em relação ao mesmo período há um ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

6 – O que Bolsonaro pretende salvar quando transfere para o fim dos inquéritos policiais a decisão sobre demitir o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, encrencado com a polícia e a justiça no escândalo dos laranjais do PSL, seu partido, em Minas Gerais

7 – O que, na sua opinião, o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o da economia, Paulo Guedes deveriam fazer para reduzir o nível de safadeza na gestão dos créditos do BNDES

8 – O que você quis dizer com o título de seu artigo, que circula desde ontem, no Blog do Nêumanne: O barco pirata de Verdevaldo

 

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