STF despreza vítimas
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STF despreza vítimas

Para protegerem seus bandidões de estimação delatados, tropa do garantismo da impunidade no STF não liga a mínima para igualdade de cidadãos perante a lei nem sentimentos das vítimas desses delinquentes granfinos

José Nêumanne

28 de setembro de 2019 | 11h12

Gilmar e Celso fazem parte da tropa da defesa intransigente dos bandidões da política e das estatais, sem dar a mínima para vítimas deles. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Para favorecer bandidões da alta política, de estatais e do primeiro escalão da burocracia federal, a cúpula do Judiciário trata vítimas deles como cidadãos de segunda categoria, sem direitos. É o caso da votação encaminhada para uma goleada de 8 a 3 para votação na quarta-feira 2 de outubro no plenário do Supremo. Nela a maioria dos ministros inventou um direito de réus delatados, que não é previsto na Constituição, na lei das delações penais nem no Código Penal. A obrigatoriedade inventada de réus delatados apresentarem defesa depois dos delatores é inconstitucional.

 

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