STF, Bolsonaro e a Constituição

Se buscas, apreensões e quebras de sigilo de youtubers e parlamentares bastarem para produzir provas, STF ganhará a guerra contra Bolsonaro, mas, se não houver provas, presidente será o vencedor

José Nêumanne

18 de junho de 2020 | 21h57

Alexandre de Moraes, do STF, foi escolhido como Judas por bolsonaristas investigados, mas quem os denunciou foi o “muy amigo” Augusto Aras, procurador-geral da República. Foto: Gabriela Biló/Estadão

As buscas, apreensões e quebras de sigilo fiscal e bancário de bolsonaristas no inquérito pedido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, autorizado por Alexandre de Moraes, do STF, e aplaudido pelo decano da Instituição, Celso de Mello, para investigar financiadores, organizadores e participantes de atos antidemocráticos. é uma cartada decisiva. Se elas levarem a provas suficientes para inculpar e até levar à prisão incriminados por violações à Lei de Segurança Nacional, o presidente Jair Bolsonaro sofrerá até agora imprevistas consequências nefastas, podendo levar à cassação da chapa na eleição no TSE, impeachment ou condenação penal no “pretório excelso”. Se, ao contrário, nada for comprovado, será favorecido o presidente, que arriscou o cargo ao defender as atitudes de seus apoiadores como rotineiro exercício democrático da liberdade de expressão,. E, aí, o Poder Judiciário sofreria perdas irreparáveis em prestígio e poder no futuro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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