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Somos todos idiotas?

Ao defender a indefensável decisão de mandar soltar Dirceu, condenado em 2.ª instância a 30 anos de prisão, Gilmar desafia jurisprudência do plenário do STF e demonstra desprezo pela inteligência dos cidadãos

José Nêumanne

27 Junho 2018 | 11h46

Turma “Jardim do Éden” do STF dá motivo para Dirceu sorrir de novo com  óbvia ironia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Chega a ser constrangedor comentar um entre os muitos destaques das decisões absurdas tomadas pela maioria da Segunda Turma do STF na tarde da terça-feira 26 de junho, mas, ainda assim, tomo a liberdade de escolher um tema: o arrogante desprezo manifestado por Gilmar Mendes, um dos responsáveis pelo despautério dos que impuseram mais uma derrota ao relator da Lava Jato, Edson Fachin, pela jurisprudência do colegiado e pela inteligência da patuleia que lhe paga o mais alto salário do serviço público no Brasil. Ao argumentar que a decisão de mandar soltar Zé Dirceu não desafia a autorização dada pelo plenário de dar início ao cumprimento de pena de condenados em segunda instância, Sua Magnificência nos chama todos de idiotas. Terá ele razão? Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas de quarta-feira 27 de junho de 2016.

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