Socorro aos amigos

Socorro aos amigos

Governo Temer não quer ajudar assinantes nem funcionários da Oi, mas credores e acionistas

José Nêumanne

08 de novembro de 2016 | 08h45

Oi pode sobreviver sem ajuda oficial

Oi pode prestar serviço sem ajuda do governo

Antes de o governo se dispor a alterar a legislação para socorrer a empresa controladora da telefônica Oi, com um passivo de 65 bilhões e 400 milhões de reais, urge esclarecer que isso não virá em benefício do cliente da empresa, que continua operando normalmente suas linhas e prestando seus serviços, pois seu ativo de 60 bilhões é suficiente para isso e também para pagar aos funcionários. A providência, aventada pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, atende apenas aos credores, dos quais os principais é o BNDES, cujo ex-presidente, Luciano Coutinho, precisa ser processado no mínimo por má gestão, e aos acionistas, que serão ressarcidos por terem feito mau negócio. Por quê?

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 7 de novembro de 2016, às 17h33m)

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