Sob o império absolutista da toga
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Sob o império absolutista da toga

Por 6 a 5, STF livrou padrinhos de seus 11 ministros de policiais, procuradores e juízes federais para coito tranquilo da Justiça Eleitoral e Toffoli aboliu República e inventou nobreza da própria "Corte"

José Nêumanne

15 de março de 2019 | 11h34

Fachin, Rosa, Cármen e Gilmar em sessão do STF em que este ofendeu procuradores e autora do “cala boca nunca mais” calou. Foto: Nelson Jr/SCO/STF

Ao decidir, por 6 a 5, mandar ações criminais de caixa 2, corrupção e lavagem de dinheiro para inepta Justiça Eleitoral, que absolve políticos criminosos por “excesso de provas”, brilhante definição do relator do processo contra a eleição mais corrupta da História, a de Dilma e Temer, em 2014, o STF deu as costas para a opinião pública, que lhes paga altos vencimentos, para atender ao desejo de seus padrinhos de por fim ao combate à corrupção por policiais, procuradores e juízes federais brasileiros. Antes, seu presidente, Toffoli, aboliu a República de 1889 e instaurou o império absolutista do “quem pode mais manda tudo e quem não pode exerce o sagrado direito de calar”, sob o jugo da própria patota de togados no plenário e seus parentes, restaurando a nobreza de antes da Revolução Francesa. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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