Só se fala no impeachment de Bolsonaro

Terceiro impeachment de presidente após redemocratização ainda parece algo improvável, mas não é impossível que aconteça até porque este não muda de rumo nem para de cometer erros imperdoáveis

José Nêumanne

24 de janeiro de 2021 | 19h46

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Perdendo popularidade, adotando iniciativas desesperadas para manter apoio do Centrão e gestão desastrada, Bolsonaro dança o balé do impeachment. Foto: Marcos Corrêa/PR

1 – A epidemiologista Lígia Bahia, da Fiocruz, que envasará e depois vai produzir a vacina da parceria Oxford-AstraZeneca, que vendeu 160 milhões de doses ao governo brasileiro, engajou-se no impeachment do capetão sem noção, assunto mais comentado no País agora. 2 – O infectologista Pedro Hallal, da Universidade de Pelotas, atribuiu, em carta à revista Lancet, 150 mil mortes ao chefe do governo federal, número que supera 56.311, média brasileira da população mundial. 3 – Presidente e três ex-presidentes da Academia de Medicina declaram guerra em artigo ao vírus, à ignorância e aos inimigos internos. 4 – Brasil pode ter vacinação interrompida por preferir comprar remédios mais baratos a produzi-los nos governos Medici, Figueiredo, Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e, principalmente, Bolsonaro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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