Só concorrência conserta Vale
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Só concorrência conserta Vale

Não há como impedir que nova carnificina ocorra nas barragens a montante de locais habitados da Vale com reestatização ou reprivatização, o único jeito é quebrar monopólio para concorrência fiscalizar

José Nêumanne

19 de fevereiro de 2019 | 06h53

Único meio para impedir novos desastres de barragens da Vale no futuro é por fim imediatamente a seu monopólio. Foto: Washington Alves/Reuters

Antigo Departamento Nacional da Produção Mineral virou Agência Nacional de Mineração, mas manteve seu diretor, Victor Bicca, e com ele também remanesce a certeza de que tudo será como dantes na mina de Abrantes. Decisão de acabar com todas as represas com rejeitos minerais a montante de edificações e rebanhos, tomada pelo governo federal, em nada mudará o pânico de pessoas e o risco dos animais à mercê de seus arrombamentos. A solução não é reestatizar, como exige a esquerda, nem reprivatizar, como anuncia a autoridade de plantão. Mas, simplesmente, acabar de vez com o monopólio da Vale, permitindo a abertura de outras mineradoras e autorizando-as a se vigiarem umas às outras.

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