Só chororô e chorumelas

Só chororô e chorumelas

Sessões da Suprema Tolerância são sempre crônicas do adiamento anunciado, como a de quarta

José Nêumanne

02 de fevereiro de 2017 | 09h37

STF: na primeira sessão do ano, chororô e chorumelas Foto André Dusek/Estadão

Na primeira sessão do STF, chorumelas Foto André Dusek/Estadão

Submeter a escolha do relator de processos relevantes para a Nação, como é o caso da Operação Lava Jato, chega a ser um crime de lesa pátria, a não ser que a Suprema Tolerância Federal prove que o algoritmo interfere no acaso levando em conta a carga de trabalho de quem disputa o lugar. A votação de um projeto que pode ficar para depois das urgências e com pedido de vista para atender formalidades jurídicos que adiam o sorteio do relator evidencia que, na primeira sessão de trabalho de 2016 do B, a STF, como de hábito, adiou o que é mais urgente. Urge, pois, reformar o regimento da Suprema Corte para, pelo menos, estabelecer prazos. A STF é a única repartição pública que desconsidera o tempo.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quinta-feira 2 de fevereiro de 2017, às 7:10m)

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