Síndrome de supremacia aguda
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Síndrome de supremacia aguda

Tendo condenado apenas um deputado a 13 anos, 5 meses e 20 dias contra 226 penas, que somam 2.120 anos, 5 meses e meio para 146 réus na 1.ª instância, Fachin considera STF "muito maior" do que Lava Jato

José Nêumanne

17 Dezembro 2018 | 07h11

Com uma mísera condenação de um deputado de baixíssimo clero pelo STF, relator Fachin o acha “muito maior” do que a Lava Jato, ora, ora. Foto: Dida Sampaio

Na semana passada, o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, divulgou relatório sobre suas atividades no combate à corrupção e o Estado publicou ontem entrevista dele garantindo que “o Supremo é muito maior do que a Lava Jato”. Deve ter sido acometido de “síndrome de supremacia” aguda porque, na verdade, a cúpula do Judiciário só saiu do zero condenação ao apenar o deputado de baixíssimo clero Nelson Meurer, enquanto Curitiba produziu 226 contra 146 pessoas, porque algumas foram condenadas mais de uma vez e todas as sentenças juntas somam 2.120 anos, 5 meses e 20 dias de cadeia. A comparação é constrangedora e Sua Excelência perdeu excepcional chance de calar. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da segunda-feira 17 de dezembro de 2018.

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